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Palavra viva

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Palavras soltas rompendo o silencio Dança Expressão de momento Movimentos ganham vida Fogem do papel Ganhando forma Cenário num imaginário Tangível, real Em utopia lirica  Daquele que se permite Sonhar

Infância

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Horizonte límpido, céu amostra, azul Tingido de laranja pelo por do sol da caatinga Calor latente, inibido pela fresca trazida pelo rio Voz e violão lançam acordes no ar Cenário paradisíaco, exótico  Cultura de gibão Armadura do Dom Quixote do sertão Que tange o gado com aboio sentido Grito da alma ferida, sentida Rasgada pelos galhos secos Da rica caatinga. Felicidade irrigada, traz vida Pelo leito do Velho Chico Fruta doce, tropicana Melado do mel de cana, traz sabor o ano todo Xote agarrado, corpo com corpo suado Memorias de uma vida saudosa Marcada por verso e prosa Registrada e guardada no sorriso e coração De uma criança feliz.

Usuário

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Lembranças que vão na fumaça Quente do cachimbo Corpos vazios, fragmentos de uma  Historia oca Pais, filhos, casos Restos de esperança, criança Lembranças de amores, amizades,  Desesperos, desamores Escuridão rondada por sombras que Existem sem luz Espectros, fantasmas presos em seus pecados Devaneios esquecidos Pelo mundo ignorados, margem da sociedade Vitimas de suas escolhas Refém de seus pesadelos, lembranças Queimadas, transformadas Fumaça que dissipa, evapora vai Sem perceber, sem lembrar.

Saudade

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Só, sentindo saudades do que não viveu Saudosismo brando, romântico Que quer ser experiência, que cresce Maturidade que aumenta Só acompanhado, acompanhado só Ilha, em meio ao oceano de vaidades Luxuria, prazeres e vazio Afogado no desespero, submerso  Em água fétida de ego Banho frio para limpar a pele, animar a alma Limpa mas não purifica o corrompido Só, chora, lamenta a vida vivida Escreve a história que quer protagonizar Escorre na ampulheta do destinho Tal qual arreia fina que mede o tempo E vai.

Reluz

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Luzes que dançam Numa primavera monocromática Espelhos que refletem mais do que se vê           Espetáculo de maravilhas escondidas Que quase ninguém vê Aquarela de sentimentos podres Que alimentam demônios do cotidiano Pobre diabo, sem talento Indigno, desmerecedor do amor Vigilante das sombras Que não se banha nas luzes Que dançam A espera de um novo verão.

Coração

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Músculo de contração involuntária Máquina que bombeia fluido vital Representante do amor e dor incondicional Preso numa trama de artérias e válvulas Cansa, palpita, mesmo de carne Quebra, despedaça "Terra que ninguém pisa" Casa de quem se ama Canalha traidor, que se entrega E deixa só aquele que é a sua armadura Dissimulado companheiro Involuntário músculo que trabalha Dia-a-dia sem descansar.

A mostra

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Cidade nua, quente Céu cinza                                                                                                   Arvores balançam com o  Toque do beijo doce do vento Folhas vermelhas caem Tingindo o chão escuro Tudo se intensifica Calor O caminhar intenso e frenético Daqueles escravos do tempo Embalam o ritmo do movimento Que furta a juventude e  A beleza do sorriso Pobres vitimas do moderno capital Escravos da globalização Entregam suas vidas, seus anseios Por nada Mensageiros de um apocalipse anunciado Que por sabor de pecado Sacia o viço do Falo Concreto duro Molda cenário urbano Suja fino pano que cobre a pele nua E mostra a alma morte.