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Anjo

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Pobre fugitivo, corre dos demônios e fantasmas Que perturbam o eu, que vasculham a alma Incitam o seu mal, diabo atormentado Não vê que fuga é em vão Lutador vivaz, de brio e honra De arma em punho, espirito entregue De pés na terra e cabeça no céu Guerreiro fundido as sombras, em busca da luz Andarilho errante, carrega o dom da morte, Da destruição e da criação Transita por mundos A procura de um encontro intimo Vitima da maldade daqueles que o inspira Cegos na sua ignorância, afogados em preconceito Fugitivo, corre em vão  Sempre alcançado por seu tormento Grita a dor de ser o que não quer Aflição que reside no ventre Monstro ávido por sangue, escravo da violência contraditório em sua busca por paz E quietude no coração. 

Homo Sapiens

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O gênero já não importa mais O pronome é indefinido, pessoas, o ser, humano! Que nem sempre é ser e as vezes é humano Mas sempre é ser humano na sua energia No emanar da aura  Disritmia de sensações Caminhos que se encontram, percorridos Independente de credos, culturas, valores ou classes Gênero é o de menos, quero o ser Admirar a essência do existir que aflora no centro do que entendemos como nós Tudo e nada, ciclo simples que guarda As respostas par as perguntas mais intimas Complexo sistema que no auge da complicação Dar-se conta que o ser simples é humano Porem o humano insiste ignorar o simples Ele ou ela, pessoas, energias que atraem aquilo que admiram Opostos? Não... Iguais! Se encostam, tocam, provocam Exposição ao mostrar danos causados pelo simples fato de ser, o ser que é. Remanejamento de sentimentos Sem gênero, só ser Humano.

Vadio

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Ao encontro do sol Olhar no horizonte, sol a cair Se por, como trabalhador após  Longo dia de trabalho buscando o descanso Após seu exaustiva jornada Parto ao seu encontro, solidário a sua fraqueza Hipnotizado pelo brilho brando de teus raios Ir, mas não chegar Pois a rapidez de seu desmaio e maior que meus passos curtos Desolado, caio nos braços da lua Que acaricia meu rosto e  Afaga meu corpo com seu brilho sedutor Acompanhado pelas estrelas, sou boêmio A fadiga vai embora e me lanço poderoso Coberto pelo véu da noite que se rasga  No chegar da madrugada Inebriado pelos perfumes, enlevado pelos sabores, Entusiasmado pelos desejos, vejo as notas musicais Flutuando ao meu redor em singela sinfonia Malandro trabalhado em terno e linho Com chapéu de lado e sapato lustrado Vou! Boêmio embriagado na noite a dançar e cantar Em meio aos corpos que seguem na mesma direção Nessa ópera cotidiana, recitada no simples Flagro no horizonte o adeus da querida m...

Desgelo

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Neve branca em pele negra Tinge, mescla monocromática, poética Como os filmes antigos de amores calados O frio! Elemento que pincela o momento Não vence o abraço da lareira Nem o doce toque do vinho O tapete macio é cama que recepciona Nossos corpos que se tocam produzindo calor Condução de sentimentos, atribuindo valor a ação sexual Neve cai... Brisa gélida paira  Tenta, mas não nos alcança Nus aquecemos, alimentamos a chama do animo vivido Do querer, delírio!

Artista

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Segue por teus devaneios reais Enquanto vivo minha realidade alternativa Impulsionado pelo lúdico Entregue ao dia-a-dia de sonhos acordado Disposta as oportunidades Louco? Sempre, nessa sociedade de hipócritas normais Então, acredito num desatino normal de ser um Insano in Natura.

Tu

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Vai, leva tua presença Me deixa com a saudade Pois esta, não me abandona Como covardemente Tu fizeste!

Nós

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Não sai de mim Me pego a circundar Invento ações, ocupações Prazeres, atribuições E estas sempre aqui Povoando meus pensamentos Visitando minhas recordações Senhora do meu melhor Habitante ilustre do meu coração Sem metáforas nem mistérios Sem subterfúgios ou ocultar Não escolhi sentir E sem problemas em assumir Amo te!